
Na manhã desta segunda-feira, 24, o deputado estadual Comandante Dan repercutiu o acidente em que uma balsa se chocou contra a torre de ancoragem do Porto de Borba, a 149 quilômetros de Manaus. Segundo o deputado, a ocorrência se deu devido a uma inadequação construtiva daquele porto e que se encontra problemas semelhantes em quase todos os municípios do interior.
“Estivemos no Porto de Borba na véspera do acidente. O Porto estava abandonado. Conversamos com o prefeito Toco e parece que o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) conduziu uma única licitação padronizada para todos os municípios, sendo que cada município tem suas características próprias. Aquela perna do Porto de Borba que estava lá no meio do rio, onde a balsa se chocou, poderia ser menor e ter evitado o acidente. Não é uma característica exclusiva do Porto de Borba. Próximo a Manaus, no Careiro da Várzea, a mesma coisa. Lá em Itapiranga, idem. Em muitos municípios do Amazonas temos estruturas portuárias abandonadas porque não foram construídas de maneira correta, a estrutura não atende às necessidades dos cidadãos. Em Borba inclusive a estrutura está condenada por um laudo da Marinha do Brasil, por conta do uso na construção de uma chapa de espessura inferior à recomendada”, afirmou o parlamentar.
Comandante Dan disse ainda que na última sexta-feira, 21, solicitou oficialmente ao DNIT, às superintendências regional e nacional, diagnóstico de todos os portos localizados no Amazonas. Os problemas vêm ficando mais evidentes desde a vazante de 2023, quando várias estruturas portuárias desmoronaram em cidades do interior. O deputado fez menção ainda a Portaria nº 366, datada de 16 de janeiro deste ano e assinada pelo Diretor-Geral do DNIT, ratificando a declaração de situação de emergência nas instalações portuárias de pequeno porte localizadas em 35 municípios da Região Norte, 33 delas no Amazonas.
“Em nossos aeroportos não está diferente: não pousamos à noite, as pistas estão inadequadas, etc. E o que dizer das rodovias federais na Região? Basta citar a BR-319. Precisamos de uma nova estrutura portuária, aeroportuária e rodoviária para o Amazonas, inclusive em razão da nova ordem do clima, ditada pelas mudanças climáticas e suas sucessíveis tragédias. Outro problema que afeta diretamente a economia local é que dentro das estruturas portuárias existem geleiras abandonadas, que deveriam estar servindo os pescadores, os trabalhadores das águas, estruturas que deveriam estar produzindo gelo e vendendo mais barato aos pescadores, mas não estão. Temos enormes elefantes brancos no meio dos rios, precisamos resolver isso”, finalizou o deputado.
Ele aguarda uma resposta da Superintendência Regional do DNIT para avançar com providências em relação à questão em pauta.